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blogue do jardim das jacas - luís altério

- Eu é mais d'eus -

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blogue do jardim das jacas - luís altério

30
Jul20

...

[260].

Se escrever um carme no

lugar da poesia, sai um fresco

poema bordejado neste

momento... completando este

carme.

29
Jul20

...

[259].

Meu zap: “Se Deus não existe tudo é permitido”?

Zap do Professor: Tudo é permitido, desde que dentro da Ética, incluindo discordar de tudo, e lançar a pecha que se Deus existe tudo é permitido... como vês, navegamos bem a norte de nenhum sul.

Meu zap: Este “bem a norte de nenhum sul” é muito ocidental para um brasileiro com estudos!

Zap do Professor: Então discordemos de mim: Navegamos bem “A sul de nenhum norte”, saudando um título de Bukowski!

Meu zap: E saudando também a frase lá de ‘cima’ de Dostoievski! ... Bom! É que o pastorzeco Malafaia pediu boicote à Natura, só porque a empresa pôs um pai trans. na publicidade ao Dia do Pai... Enfim, este pastorzeco pode ser tudo menos ser um cristão verdadeiro!

Zap do Professor: Agora entendi... O Malafaia-da-Idade-Média é um invejoso que se dá mal com a Humanidade... entretanto - eu que nunca liguei patavina à Natura – vou lá comprar qualquer coisa...

29
Jul20

...

[258].

(Assim confessa um criminoso)

 

Quem não teve o desdouro de

gualdripar livros? ... eu, então, tenho a minha conta

(a propósito de um artigo no El País sobre

lendários larápios de livros)

aí, nos idos, na quase isolada aldeia

Fornos do Pinhal – Valpaços,

passava mês a mês a Itinerante

Biblioteca da Gulbenkian, e eu

sócio maltrapilho ficava com muitos                                                              

livros que, só alguns regressavam e outros

não voltavam às prateleiras da Gulbenkian.

27
Jul20

...

[257].

Zap do amigo de Jequié: Então, confirmas? Vens a Jequié?

 

Meu zap: Claro meu ‘chapa’! Já tenho o bilhete do ônibus ... Providencia ai uma mesa na Praça Ruy Barbosa, para matarmos as saudades dos bons velhos tempos!

 

Zap do amigo de Jequié: Combinado! ... E, cuidado com o “Boa noite, Cinderela”!

 

Meu zap: O quê?

26
Jul20

...

[256].

Qual seria a palavra certa para aquele ambiente encoberto naquela cozinha? Seria injucundo, como bem empregaste há pouco, para descrever a iminência do espavento que ninguém queria mostrar? Sim, injucundo, palavra nova para mim e via-a a mexer a colher de pau na panela das verduras que cortara e preparara para aquela sopa. E agora remexia a sopa com aquela colher de pau, lembro tão bem, e que retenho na minha memória.  Mas logo cansara-se daqueles penosos movimentos à volta da panela... Então, eu levantara-me do escano e dera prosseguimento. E a minha mãe fora sentar-se na cadeira à beira da mesa. A morfina estava a perder o seu efeito?

A água fervia no auge, os vapores embaciavam as minhas lentes. O meu pai e os dois irmãos e a avó materna estavam enfileirados no escano e tomavam conta da lareira com um fogo a perder as lâminas mais viçosas, ensimesmados. E para quebrar esse ambiente in... Como é? .... Difícil de lembrar... Ambiente injucundo, isso, dirigi-me a ela, a minha mãe doente, puxando a outra cadeira, e verti essas palavras a despropósito, “já tem sal?” “Já filha, tem tudo e mexe mais um pouco e deixa ferver mais uns dois minutos e tira o liquidificador do armário.” “Onde”, reagi enquanto terminava de limpar as lentes. Levantara-me, e ela a guiar-me,  “na porta da esquerda...aí...”

Depois sentei-me ao seu lado outra vez, “está melhor?”, perguntei. E naqueles olhos abertos, brilhavam as escleras de um amarelo vivo e líquido que me provocou uma cólica de aflição contida. A família continuava a observar as labaredas enquanto um dos meus irmãos atiçava as brasas com a tenaz por debaixo dos toros. E logo o fogo intensificava ainda mais. Peguei-lhe uma mão e ela com a outra fechou-as com ternura e mentiu-me. “Sim filha não te preocupes”, sussurrou, “e presta atenção, vais prometer-me que serás sempre forte, prometes?” “ Prometo”, e comecei a sucumbir, e ela pegou a minha mão aconchegada com as suas ainda com mais força e levantou-a levemente, “promete-me que serás forte!”

- Mas... Sim, mas como lhe surgiu isso no fígado? Não temos esse problema na família?...E você que teve tanto cuidado na alimentação, e não bebia... Não percebo? – Insisti com os olhos banhados.

- Lembras-te há uns quinze anos atrás que caí naquele muro da fazenda do teu tio?

- Quando caiu em cima daquela pedra? Mas o que tem?

- Pois... Bati na pedra mesmo na zona do fígado...Pode ter sido isso. Ter machucado o órgão, é possível... Mas promete-me, sê forte, sempre! E vais terminar a faculdade! ... Certo? ...Vai apagar o forno, já podes pôr as verduras no liquidificador.

E foi esse momento injucundo, como dizia, que me perseguiu a vida toda. Até hoje – agora que veio à conversa - atormenta-me saber que foi o último momento da cozinha com ela. E a última conversa que tivera em particular. E a família sem dar um pio, e ali ficara especada em volta da lareira. No jantar idem... Só conversa de circunstância. Na manhã seguinte, apanhara a carreira para fazer um exame na universidade. Passados uns dias, falecera. E a imagem dos seus olhos amarelos também me persegue ainda hoje. E o tormento maior é não lhe ter dito que a amava, dizer-lhe da minha boca:

- Amo-te, mãe!

24
Jul20

...

[255].

Meu zap: Viu o Duplo Expresso com o Pepe Escobar, Professor?
Zap do Professor: Vi... E duas coisas que retive do DE foram as seguintes: Que a metáfora da cena do filme “Crepúsculo dos Deuses” é PERFEITA! É esse velho jornalismo encabeçado pelo Leonardo Attuch (embora tenho feito coisas boas) que está absolutamente descredibilizado mas que continua com a presunção altiva, enquanto desce as escadas da informação cheio de textos-lantejoulas-ocas e trejeitos-à-lá-live que ninguém de bom senso acredita; E que agora a ‘batata quente’ está com o Lula. O que fará o Lula com o Banestado Leaks? Até onde está disposto a ir para salvar o País, uma vez que vai escancarar a podridão de todos, inclusive nomes do PT? Um dilema terrível!
Meu zap: Mistéééério...
Zap do Professor: Bom! É só ir à Suíça e...

24
Jul20

...

[254].

Zap do Professor: Desculpa a demora.... Ando chateado com os meus colegas do zap, e entramos numa discussão braba... Bom dia, Luís!

Meu zap: Tranquilo.

Zap do Professor: Se não nos convencermos e aceitarmos, definitivamente, que este ano lectivo está perdido, estamos a perder tempo... Tempo que deveria ser de aceitar a perda do ano, resguardando os jovens, lendo e aprendendo o melhor possível em casa, e prepararmos o ano lectivo seguinte!!! Delinearmos um Plano Nacional para combatermos as deficiências, de forma a estarmos preparados para darmos aulas presenciais ou/e dar aulas à distância. Falta-nos coragem para enfrentar uma situação limite! E navegamos entre políticas genocidas e entrega de almas ao ‘deus é fiel’... O País está cansado de remendos do faz de conta, mas no entanto nada faz, não REAGE à altura!

24
Jul20

...

[253].

- ... e isso é um inferno. Não consigo acabar o quadro. Aqueles arbustos são um cabo de trabalhos... Os galhos sinuosos é um martírio! Tentar encontrar-lhes a real dimensão e tons é que o meu pincel desatina! Diga-me alguma coisa, Mestre!

 

- O da Vinci já dizia a propósito de desenhar uma árvore: “É preciso lembrar que, sempre que um galho se bifurca, seu diâmetro fica mais fino, de modo que, se desenharmos um círculo em torno da copa da árvore, as secções de cada ramificação devem dar, juntas, a grossura do tronco.”

 

- Hum mm... Não que concorde com essa lei, mas ajuda, ajuda...

 

24
Jul20

...

[252].

- Haverá outra forma de fabricar imagens sem ser essa massificação sem fim que vemos, ao ponto de deixarmos de apreciar de tão cansados que estamos? ... Queria tanto descobrir outra forma!

 

- Rapaz, tu não podes mudar a lógica da fabricação de imagens... temos a geometria e a abstracção... sem um desses meios expressivos capazes de moldar a realidade estás feito ao ‘bife’!

 

- Ok, ok... mas deixa-me sonhar...

23
Jul20

...

[251].

- Estou tão certo de estar aqui que não me vês, de todo.

 

- E eu estou tão certo de estares equivocado que não vês, de todo.

 

- Então quem tem razão, porra?

 

- Este fragmento! Como sempre, nós dois somos preteridos face ao Estilo!

23
Jul20

...

[250].

Dias há que me canso de procurar uma frase, um parágrafo, umas linhas escorreitas de “plumitivos adjectivos” e que dê de bojo num estilo valente, para sentir a serventia... Daquelas sentenças de rasgo de génio que a duras penas renascesse em mim supostamente a virtude de suar de trabalho laborioso e que finalmente emprenhasse a escrita. Depois, que a gestação prosseguisse e fizesse o seu trabalho até que eu, qual mãe babada, parisse um texto que abandonasse o útero e que se fizesse ao mundo (para quem quisesse ler):

Eu era uma vez o que descontava a minha história para descrever na escrita deste texto a sua inteira natureza eminente como um rebento insignificante e ir significando. Afinal, um arranjo de frases para sustentar este corpo, cevando-o com talento possível. Mas que não perturbasse o firmamento, a rigor. Que fosse simplesmente a sua natureza intrínseca que desse continuidade à raça. Que esse texto fosse só mais um que a glória lembrasse! Mas ainda assim, e esse é o segredo (e que é inato!), insiste-se sempre sem saber o que motiva tanto esforço como a escrita, e no entanto, aqui está este desabafo, mesmo que ao regaço de mãe de textos, orgulhosa a fazer cafuné e sussurrar:

-Escrever que, dias há que me canso.

22
Jul20

...

[249].

Meu zap: Isso da Criação é uma promessa do tipo ‘encomendar’ aos Deuses uma mulher-real a partir da criação da estátua feita pelo próprio Pigmalião? ... Eu, quando escrevo um fragmento, ‘aqui’, tenho essa sensação de promessa que a criação nos dá, mas depois de terminado e publicado dou-me conta que é só mais um textinho... e praticamente despercebido e solitário, embora haja sempre uns 5 ou 6 persistentes leitores que gostam de ler no blogue...

Zap do Gaspar: O Lucien Freud escreveu um dia que “Um momento de completa felicidade é coisa que jamais ocorre durante a criação de uma obra de arte. A promessa que ela encerra pode ser sentida no ato de criação, mas desaparece ao final do trabalho, porque é então que o artista se dá conta que aquilo é apenas um quadro que ele está pintando. Até então ousara quase esperar que o quadro pudesse de repente adquirir vida.”

Meu zap: Então é isso: Eu me vou dando conta que os meus fragmentos são tão somente uns textinhos que se resumem a promessas que redundam em temores.

Zap do Gaspar: Mas lembrar que, se não fossem essas teimosias por conta da Promessa que encerra, a Arte não existiria.

21
Jul20

...

[248].

... embora fosse um verdadeiro russo, eu era um artista contrariado, mas tinha que pensar em ti e nos teus irmãos e aceitava as teorias de Tarabukin, Ródtchenko e outros para pensar a crise da Arte, da “forma pura desprovida de todo conteúdo” e fazer o que o realismo soviético mandava. Fazia as encomendas, recebia o dinheiro e ia para casa fazer a minha Arte... Ou tentar fazer a minha Arte, só minha! Na verdade, fiquei-me pelo tentar... Nunca fui capaz de fazer Arte de Ateliê, só pelo medo de ser apanhado! Desde então, nunca pintei um quadro! ...Acho que fiquei, ou deixei-me ir indo alienado por eles, pelos funcionários do Regime que se arvoravam em artistas (afinal, tal como eu!) a partir do momento em que fizeram aqueles quadros de uma só cor para destruir a pintura ‘aburguesada’. Ainda hoje me persegue aquele quadro pintado a vermelho de Ródtchenko como a última palavra a partir da qual a pintura burguesa se manteria em silêncio! ... E lamento não ter havido uma força de resistência mais activa! E contra mim falo, que me deixei levar por essa loucura ... Mas foi a pensar em vocês, errado ou não foi o que fiz! ... E o medo também! O medo e os filhos! ... Como fomos capazes de contribuir para o fim da pintura de cavalete!? Pelo medo e pelos filhos?... E valeu pena!?... Como se fosse a pintura dos burgueses algo desprezível! Ah, que tolo eu fui! O artista, segundo eles, deveria fazer Arte de ideologia do proletariado... O que me frustra é esse silêncio a que me vi votado, por isso filha, sê tu e só tu: ao contrário de teu pai! E nunca te esqueças que o “martelo do antagonismo capitalista” como dizia F. T.Marinetti, leva sempre, de uma maneira ou outra, à consciência da individualidade que infelizmente eu nunca fui capaz de levar a cabo. Para terminar, como o meu amigo Maiakóvski escreveu, “não acabarão nunca com o amor,...”. Beijos e mais beijos de teu pai.

20
Jul20

...

[247].

Zap do Professor: O teu país deu um prémio à GretaThunberg...

Meu zap: A Gulbenkian! Presumo que a primeira edição do prémio Gulbenkian para a Humanidade... O meu problema é ela associar-se a essas Grandes Corporações que se dizem Defensoras da Ecologia... Essa gente não dá nó com ponta sem antes estar na defensiva de não dar ponta sem nó! E ela é uma criança! Até que ponto a miúda é manipulada!? Hein? ... Enfim, que se preocupam com a ecologia até acredito mas desde que esteja, SEMPRE!!!, assegurada a Bela Grana do Capital Financeiro e os Favores dos Líderes mundiais que prejudicam ENORMEMENTE a classe TRABALHADORA e a Terra em larga escala... e que usam a Greta de forma cínica e bem camuflada!

Zap do Professor: Por amor de deus! Deixa-a fazer o seu trabalho, enquanto estamos nós nas nossas insignificâncias a fazer NADA, principalmente tu – de cu burguês em frente ao teu blogue “zapando” – a critica-la! Tu comungas com a zelotipia!

Meu zap: O quê? ... zelo quê? ... Deixa, bom fico-me por aqui, que hoje você está danado.

Zap do Professor: Ainda bem que te ficas por aqui!... E acrescenta essa informação, ò "escritor”: Ela, a Greta, vai doar o dinheiro ‘todim’ às organizações que se preocupam com o Mundo... Algumas contempladas são: SOS Amazónia e a Fridays for Future Brasil!

19
Jul20

...

[246].

A tensão de um verso é
 
ameaçar romper-se
 
sem aviso e
 
trasfegar com afã
 
nexo melindrado para outros
 
versos
 
que por sua vez sofrem
 
angústias.
19
Jul20

...

[245].

 

A repugnância quer ingenuamente e

 

sozinha,

 

salvar os náufragos à deriva no

 

esterco produzido pelos

 

arruinados na merda.
19
Jul20

...

[244].

 

Quando nos colocamos diante de uma negação, entendemos o que somos convidados a ver: Como se alguém pousasse na mesa o pão grande às avessas.

18
Jul20

...

[243].

[e-mail 1] ... de supetão lancei-me para a rua, batendo com força a porta, e dirigindo-me à nossa pequena horta, eu ia seguro mas abalado com ideias perigosas. Ficava na arriba logo depois das últimas casas da nossa rua. Guinei para a esquerda e ali calquei furioso a terra batida do que era um antigo carreiro até parar num lancil de velhas estacas curtas que dividiam um rincão de boa terra herdada pelo meu avô. Pontapeei a cancela desengonçada, entrei na horta e abri a navalha e de um só golpe cortei com aziúme uma penca de talos retorcidos de exuberância de folhas verdes e abertas para o caldo da ceia. E lancei-me, logo a seguir, a descer a rua deixando a cancela entreaberta... Não sei se notou, mas estava furioso. Arreliado mesmo, pela insistência do meu pai que nunca arredou pé nas minhas obrigações de filho da casa.... Sim, e foi então que decidi tomar coragem e fugi de casa, mal termináramos o caldo! Ainda ressoava a sua voz quando tomei a decisão definitiva: “Já sabes, enquanto estiveres na minha casa, meu filho, quem manda sou eu. Ou trabalhas para a nossa casa, ou vai para a rua brincar de artista plástico ou de papelão. Decide.”

[e-mail 2] [...] Sim, fazia sempre finca pé mesmo, que sem trabalho a mesa deixaria de ter a côdea no prato e muito menos a manteiga da mercearia para barrar. “Muito trabalhinho meu filho e alguém tem que arregaçar as mangas”, insistia. E eu, muito timidamente, ensaiava: “Mas eu quero ser artista plástico. Não quero viver sempre aqui. Quero sair da nossa rua, que me asfixia!”  Ele, zombeteiro, dizia, “rapaz eu dou-te os plásticos todos que a tua mãe tem guardados na cozinha. Vai lá fazer de artista com os plásticos no teu quarto. Não te proíbo! Mas atenção, depois dos amanhos da terra!”  “Mas pai, não entende?” Depois de uma pausa para lograr coragem, respirava fundo e avançava, “Já mandei os papeis para Faculdade de Belas Artes. Estou à espera do resultado... Ouviu o que eu disse?... Pai?” “Ouvi! Ouvi... Olha, se fores, daqui não levas nada! Há muito trabalho para fazer! Preciso de ti, mas se queres ser ingrato, vai! Mas estás por tua conta!” “Mas pai!... Preciso que me ajude! Tem o dinheiro no banco a fazer o quê? Depois, sou filho único!” “Dinheiro suado, meu filho! Sabes o que é isso?....  Mas vai! Vai por tua conta e risco!” E foi assim... Como expus, já vê as minhas dificuldades. Espero que compreenda o meu pedido. Mas é um empréstimo! E pagarei, com juros e tudo!

17
Jul20

...

[242].

Zap do Professor: ... e não se trata de ter Fé ou não, é indiferente. Nós simplesmente não sabemos que Ele existe, ponto final! O Universo é como é, com ou sem Ele, e certamente a VERDADE está algures por ai mas que a nós não nos cabe obtê-la! E o espantoso é a humanidade não conseguir desenvencilhar-se desse drama de estarmos presos ao achismo: ou crente ou ateu. E ambos errados porque não cobertos de Razão. O certo é duvidarmos de ambos os achismos, e chutar pra frente, que é onde está o Futuro que nos cabe preservar e melhorar.

Meu zap: Belas palavras... E lembrei desse tal Mauro Biglino, tradutor do antigo hebraico, que veio a público dizer que "a Bíblia não fala de Deus".

Zap do Professor: E repara que, se a Bíblia não fala de Deus, nada impede a sua Existência! Ou não! É só um livro, porra! O pavor disto tudo é ainda nos guiarmos com achismos, quando há tantos PROBLEMAS para resolvermos em Sociedade que ficam eternamente camuflados pelos conflitos gerados pelas crendices dos alguidares de cima contra as crendices dos alguidares de baixo, vez ou outra odiados pelas crendices dos alguidares do meio que, porque se meteram a odiar as crendices dos alguidares do Oeste, logo as crendices dos alguidares do Este declararam guerra às crendices dos alguidares do norte que, por sua vez, odeiam as crendices dos alguidares do sul aos quais por sua vez, fizeram juramento de morte contra as crendices dos alguidares de cima e de baixo...

Meu zap: Puta que pariu... Pensei por momentos que o Professor ia entupir esta ‘zaparada’ só de guerrinhas de merda à volta do achismo! Não temos solução, está dito, enquanto não houver revoluções permanentes!

Zap do Professor: Ás vezes preocupa-me a tua ingenuidade à volta da Revolução, como se os burgueses, por momentos, deixassem as suas regalias de peidarem no sofá, sossegadinhos e arriscassem tudo!  ... Mas entendo, entendo, é humano!

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